As freguesias em que habitamos são espaços onde se entrecruzam várias realidades. É aí que estudamos, que trabalhamos, que residimos. Parece evidente que fazemos tudo isto nas nossas localidades, mas temos que perguntar: até que ponto vivemos realmente nas nossas freguesias? Até que ponto nós vivemos em Vialonga, e não só estudamos, trabalhamos, ou residimos em Vialonga?

Temos de nos perguntar de que forma a nossa freguesia é de facto uma terra onde vivemos, e não apenas uma onde desenvolvemos várias atividades.

Olhando para Vialonga, podemos refletir sobre se esta é uma freguesia que promove o bem-estar de quem aqui habita. Em muitos aspetos, julgo que não cumpre este requisito essencial. Tem a freguesia condições que permitam um desenvolvimento integral das crianças e jovens? É verdade que temos vários estabelecimentos de ensino, mas continua a faltar o ensino secundário. É verdade que temos alguns clubes e associações desportivas, mas continuam a faltar as piscinas municipais e uma efetiva dinamização e abrangência do desporto em Vialonga.

Será que a freguesia oferece as melhores condições para a população idosa? Não, não creio; a carência de equipamentos e de respostas de apoio social para pessoas idosas é tão gritante, que parece que estão esquecidas a responsabilidade coletiva de promover a autonomia, a integração social e a saúde dos idosos e das idosas de Vialonga. Para promover o efetivo bem-estar da população, é imperativo desenvolver projetos e as respostas sociais que tanta falta fazem: creches e jardins de infância apropriados, uma Escola Secundária com condições essenciais para um ensino de qualidade; Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas (ERPI), um Centro de Dia ou Centro de Convívio ou espaços que permitam o convívio intergeracional – algo a desenvolver num Centro Comunitário orientado para a promoção social, devidamente dotado de equipamentos e pensado pela comunidade de Vialonga de forma a ter um programa de atividades contemporâneo.

Também é necessário pensar em outras áreas que compõem as localidades, e que contribuem para um verdadeiro bem-estar da população. Quantos de nós podem afirmar que as ruas da nossa freguesia são seguras para quem circula nos passeios ou anda de bicicleta? É possível considerar que temos na freguesia as condições adequadas para os animais de estimação? Têm as crianças espaços livres com as condições para que se possam divertir em segurança? Neste campo, as respostas que têm que ser desenvolvidas para transformar Vialonga numa freguesia moderna, são imensas. Propomos a criação de um dog park (parque canino), para que as famílias possam usufruir de um espaço destinado aos seus animais de estimação de forma segura e defendemos a melhoria ou a criação de pequenos parques pela freguesia, onde se combinem tanto equipamentos de diversão para as crianças, como equipamentos desportivos de treino ao ar livre (outdoor fitness). Acreditamos fortemente que estas duas medidas já podem promover dinâmicas mais fortes de vizinhança, as quais, associadas a um efetivo usufruto pela população do espaço público, constituem elementos centrais para o bem-estar de todos e de todas.

É por tudo isto, que na Nova Geração não ficamos presos às políticas, ideias e projetos do passado. Sim, precisamos de uma nova energia para a nossa freguesia, com a certeza de que também é preciso assegurar a manutenção e conservação do que existe. Não vale a pena sonhar, se não pensarmos o espaço público como um todo que permita aos cidadãos e cidadãs aproveitarem efetivamente a freguesia de Vialonga, para viver.

Se assim não for, estaremos limitados a criar zonas isoladas no espaço público, abandonadas por todas e todos nós, sabendo bem qual é o resultado, porque é o que hoje está à vista.

Só uma Nova Geração de políticas poderá aproveitar todo o potencial que Vialonga tem para oferecer.

Apoie esta Nova Geração de candidatos.

 

Fábio Mousinho Pinto

Partilhar
Partilhar